domingo, 24 de maio de 2009

A hora de usar a minha força indestrutível chegou

A hora de usar a minha força indestrutível chegou. É ela que vai me fazer uma pessoa muito realizada e com muita vontade de viver.

Não vou mais chorar e nem me questionar da vida. Apenas vou viver e cuidar de mim.

Não vou deixar a minha vida aqui por nenhum motivo. Foi muito duro chegar até aqui e não vou desistir porque eu sei que posso ser maior que isto.

Nada de me iludir achando que tudo vai melhorar do dia para noite. Afinal, eu não sou uma máquina, mas um ser humano. E, além disso, não sou tão insensível assim. Não vai ser fácil, mas eu sou maior que esta dor. E daqui a um tempo ela não vai existir mais.

Tem tanta coisa boa neste mundo. Tem muita gente que quer o meu bem.

Eu já consegui muita coisa. Me considero uma privilegiada. Então, hora de usar isto a meu favor!

E como diria o Pearl Jam - I'm still alive

terça-feira, 19 de maio de 2009

O que aprendi com Divã

Ontem eu morri de rir. Assisti Divã, filme de José Alvarenga Jr e com Lilia Cabral em um papel fantástico.

O filme é muito mais do que uma comédia do cotidiano - ele tem uma lição de vida muito massa. Não sei se a minha bagunça interior que me deixa mais sensível ou se o meu nível de compreensão da vida está mais aguçado. Só sei que eu ri. E chorei. Me vi em vários momentos, principalmente na relação de Mercedes (Lilia Cabral) com a sua melhor amiga, Mônica, papel interpretado divinamente por Alexandra Ritcker.

Mercedes é, na verdade, tudo o que busco ser. Nela eu vi boa parte da vida que eu almejo para mim e que se resume a uma palavra: segurança.

E me pergunto, até agora, como uma pessoa que tinha tudo o que eu quero para mim decidiu mudar completamente.

Mas a guinada de 360 graus (para usar os termos preferidos dos consultores de recursos humanos) foi importante para mostrar que nós podemos ser felizes, independente de qualquer coisa ou situação.

Me ensinou que a força interior que há dentro de mim é indestrutível e que está bem guardadinha, para os momentos oportunos.

E que tudo depende da gente. Principalmente isto. Antes de ver este filme, eu tinha desistido de muitas coisas, de muito do que eu havia sonhado. Tinha colocado na minha cabeça que não vale a pena sonhar e que o que conta é sobreviver.

Depois de ontem, eu continuo achando que não preciso sonhar. Preciso fazer.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Veja - mais uma vez

Achei a revista estranha, nesta semana. A matéria de capa - sobre os riscos e perigos da Internet - poderia ter sido dada em Janeiro, mês típico para explorar as pautas congeladas.

Tudo bem que a vida se telestransportou para a rede, para os bytes e códigos fontes. Não temos mais vizinhos de porta, mas sim lista de contatos. Estar no gtalk ou no twitter hoje se assemelha a sentar em um banco de praça e bater papo com os velhos amigos.

Mas, voltando à Veja (eu e meus devaneios) também estranhei o fato de a editoria de Brasil estar tão diversificada de escândalos - geralmente a revista sempre alivia para o lado neoliberal (leia-se DEM e PSDB). E olhe que na lista de escandalosos só tinham representantes desta corrente.

Foi justamente este o motivo da minha 'estranheza'. Eu acredito que os veículos de comunicação podem tudo. Sim: tudo. E, por isto, não duvido que a Veja possa elogiar Lula.

É isso: eu não duvido, mas acho estranho que a revista o faça.

domingo, 17 de maio de 2009

Tia babona


Eu, babando por Rafael.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Titia ama


Este é Rafael - o Neguinho, filho de Mau e Taty e o primeiro sobrinho torto saído do trio de amigos 'Lívia-Mau-Renata'.

Amanhã titia vai dar um arrocho!

O livro dos políticos




Já pensou em se divetir com um perfil cômico dos presidentes do nosso lindo Brasil? Pois esta é a proposta de 'O Livro dos Políticos' (Heródoto Barbeiro e outra cidadã que eu não lembro o nome e que eu posto quando eu chegar em casa!) e que não sai da minha cabeceira de leitura!

O texto é ótimo e a edição ficou muito boa. A idéia é discutir política de uma forma gostosa, leve e cheia de ironias. Ironias que são responsáveis pela graça do livro. O perfil de cada presidente é traçado com base em declarações ou atitudes que marcaram a época. E, a partir disto, o livro explica os fatos relevantes para a vida do brasileiro.

Por exemplo: a famosa frase de Fernando Collor 'Não me deixem só' é o caminho para contar como o jovem alagoano que prometeu acabar com os marajás chegou a presidente e se envolveu em um mar de problemas que terminaram no afastamento do menino. O melhor de tudo é que Collor terminou sozinho mesmo, sem irmão, tesoureiro, esposa e, principalmente, sem amigos na mídia - coisa que ele tanto gostava.

Dedico parágrafo especial aos perfis dos generais que 'presentearam' a história do Brasil com 25 anos de ditarura (e que todos querem esquecer). É incrível como eles pintaram e bordaram nesta nação, manipularam opiniões, catequizaram civis e tiveram apoio dos Estados Unidos (por motivos óbvios, já que a maior potência do mundo morria de medo de um revolucionário chamado Fidel).

Bom, mas, voltando: os capítulos dedicados aos generais estão óooooooootimos. Morri de rir. Deu até vontade de ler mais sobre Figueiredo, que ficou famoso pela frase 'Prendo, bato e arrebento', dita em uma entrevista coletiva à epoca.

Esse envolvimento todo com a leitura só é possível graças à edição do livro. Para não ficar chato, o sábio editor intercalou os textos com uma 'faixa cronológica' que traz, ano a ano, os principais fatos ocorridos no país durante o mandato de cada governante - e aí entram todo o tipo de informação, incluindo detalhes da nossa cultura.

Além disso, vale a pena ler todas as colunas 'Denúncias e escândalos', que também interagem com os perfis. E também os quadros 'Personalidade' que mostram pessoas que influenciarm o governo de alguma forma, com direito a expor suas fraquezas, inteligências e besteiras. Sim, porque todos nós fazemos besteiras. Até Obama.

Existem verdades absolutas

Passei os quatro anos na Universidade ouvindo que não existem verdades absolutas. O que não existem são versões absolutas. A versão é criada, esculpida. Por isso, sempre será duvidosa.

As verdades absolutas existem, sim. E as minhas preferidas são:

- A gente paga a língua
- De onde se menos espera mais sai
- O mundo dá voltas

É a sabedoria popular se sobrepondo a toda teoria - porque eu tenho pavor de teses e prefiro a praticidade.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Antes de julgar, procure conhecer

Regra básica da vida, mas que todos esquecem porque querem esquecer. Não simplesmente porque esqueceram, mas porque preferem fazer um juízo de valor equivocado.

Pois bem, este post é uma revolta, sim! Para que pessoas perguntem o que houve antes de lhe criticar, te julgar difícil e inacessível.

Gente assim não vai a lugar nenhum comigo.

sábado, 9 de maio de 2009

O que está reservado para mim?

Esta pergunta não saí da minha cabeça.
Queria a resposta. Nem que fosse a que eu não quero ouvir.
Alguem aí em cima pode me responder?

terça-feira, 5 de maio de 2009

Hoje eu

Já queria que o ano tivesse terminado, porque 2009 está sendo muito difícil.

Já me questionei diversas vezes por que tantas coisas duras aconteceram.

Já me arrenpendi de ter calçado este sapato que está acabando com os meus pés.

Já me senti tão impotente e ao mesmo tempo uma fortaleza.

Já tive muitas saudades de casa.

Já fui ao médico e ele acha que estou com infecção pulmonar.

Fui tomada por uma tristeza enorme.

domingo, 3 de maio de 2009

Pearl Jam - Live at Wembley Arena, 30 de maio de 2000


Maio chegou meio tenebroso, cinza, chuvoso. Um feriadão que não existiu nem para mim e muito menos para quem queria viajar e ficou com medo da gripe suína.

Mas foi neste mês que o Pearl Jam - minha paixão musical - gravou um dos seus melhores cds ao vivo, em um show em Londres, na Arena de Wembley. É peso puro. Tem guitarra com força e vocais muito potentes. É um cd para levantar dias e acalmar espíritos.

Para mim, ele tem umm significado especial. Primeiro porque foi presente do meu amigo Mau, vindo de umas de suas viagens para São Paulo.

Segundo, porque me ajudou a conhecer melhor a amplitude que é o Pearl Jam. Gente, o disco Ten (1991) é um ícone do PJ e uma sumidade para quem gosta de rock. Mas o Pearl Jam é muito mais do que o Ten.

O time comandado por Ed Vedder amadureceu e começou a fazer experimentos musicais, ampliou parcerias e fez versões incríveis para clássicos de Bob Dylan e The Who.

Os músicos do PJ evoluíram e incrementaram na banda desde o tradicional piano até badolins (sim!) e Jeff Ament toca até baixo acústico.

Deste cd, gosto muito da versão para State of love and trust, que ficou pesadíssima e muito agitada. E olhe que é uma música que trata de confiança.

Nele eu também conheci quatro músicas pouco divulgadas pela banda, mas que hoje fazem parte do meu set list de preferidas.

Thin air, In hiding, Light years e Dissident são músicas que, à primeira vista, ninguém diz que se trata de Pearl Jam. Mas é sim. São letras leves e o rock pesado dá espaço para guitarras tranquilas. O vocal de Ed é capaz de te fazer pensar de tão longe que a voz dele te leva.

Sim, amigos leitores (se é que vocês existem!)Pearl Jam é mais do que rock pesado.

Dessas quatro aí de cima, In hiding me dá uma paz inexplicável.
É por isso q ela não pára de tocar neste notebook. Fazia muito tempo que eu não a ouvia. Ela me faz lembrar da época em que comecei a compreender que cada vez mais eu era responsável pela minha vida, em todos os apectos. Já fazia sete anos que não morava mais com os meus pais e que as responsabilidades de adulto pesavam mais e cada vez mais.

Quando eu ficava sozinha, pensando nas mudanças que aconteciam em mim, eu ouvia In hiding.

Caramba! Entendi que tinha virado adulta ouvindo Pearl Jam.

Travessia

Eu não lembro onde eu li, mas eu li. Travessia (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1968) foi escrita em uma folha de carderno escolar e entregue a Milton em uma mesa de bar pelo próprio Brant - o principal parceiro musical de MN.

Tem dois livros que são emblemáticos para quem gosta de música mineira (como eu) e acredita que Milton é o maior cantor do mundo. Leiam 'Os sonhos não envelhecem' (Márcio Borges - é irmão de Lô Borges)e 'Travessia' (Maria Dolores - criatura concluiu o curso de comunicação social editando uma biografia de Milton! Acreditem!).

Mas este post é para Travessia. Eu não sei por que o pessoal adora colocar um trecho dela na seção de frases dos convites de formatura (eu já perdi as contas de quantos que eu já vi).

Essa letra é tão forte, tão poderosa e tão cheia de significado, que toda vez q eu ouço, eu me reconheço nela.

Ela foi escrita em 1968. Minha mãe nasceu em 56 e, portanto, só tinha 12 anos e nem pensava em me produzir com o meu papai. Como é que algo escrito em 1968 pode me retratar tão bem? É por isso que eu defendo que tem muita gente iluminada neste mundo para enxergar à frente.

Eu lembro que ela foi escrita de uma forma despretensiosa, para concorrer a um desses festivais de música da época. Acabou ficando em segundo lugar no festival da Globo e foi defendida pelo próprio Milton.

Lembro também que Fernando só tinha a letra e foi MN quem providenciou a melodia em uma tarde de sábado. O resultado foi uma espécie de cartão de visitas, número de CPF ou certidão de nascimento de Milton.

Quem não conhece a produção de MIlton, conhece Travessia. Eu avaliou que ela ficou tão popular por causa do último trecho: "já não sonho, hoje faço com meu braço o emu viver". Funciona com alento, um acalanto para quem já passou por tanta coisa, quis desistir, mas voltou atrás e decidiu tentar com as próprias forças.

Sonhar é importante,sim. Mas criar suas forças é mais ainda.

Esta música não é uma despedida e nem uma dor de cotovelo. É um tremendo desabafo de quem precisa buscar seu caminho, apesar de tanta pedra.

É por este motivo que eu me reconheço em praticamente todas as frases, em todos os sentidos.

João e Maria

Por que diabis João e Maria (música de Chico Buarque) não sai da minha humilde mente. Não sei o que houve com o meu cérebro, consciente, inconsciente, superego (e essas coisas todas da psicanálise) que grudou a tal da letra. E não sai fácil não.

Lá no meu interior iriam dizer: 'esse aí nem água quente desgruda'.

Esta letra tem umas frases bem inigmáticas. Uma vez eu li que esta música pertencia ao lago imaginário de Chico. Imaginação porra nenhuma. Ela diz, em alto e bom som, o que todos nós queremos.

Não é porque ela lida com bedel, cavalo que falava inglês, caubói, princesa e juiz que não trate de coisas tão simples e comuns a pessoas reais:

- Me dê a mão: queremos segurança
- A gente agora já não tinha medo: é pura superação
- No tempo da maldade a gente ainda não tinha nascido: a tendência nossa é de querermos coisas boas
- E pela minha lei a gente é obrigado a ser feliz: quam não persegue isto todos os dias?

Depois dessas humildes respostas, acho que entendi porque ela não saí da minha cebeça. Eu quero tudo que está nela.

Dona Lívia, Milton deve estar com ciúme de Chico.

Fique não. Tem uma frase de Milton que é tampa e ninguém ainda fez igual:
"Já não sonho
Hoje faço
Com o meu braço
O meu viver".

Vou ouvir travessia.

Não sei que título dar

A vida da gente tem que ter algum sentido. Eu, definitivamente, preciso estar aqui neste planeta para fazer algo, porque se for para ver a banda passar é melhor nem se atrever.

O binômnio trabalho-diversão não é tudo. Não faz sentido ter as pessoas queridas longe. Não faz sentido se matar de trabalhar e só encontrar um vazio enorme dentro de você.

Não faz sentido assumir tantos compromissos com o objetivo exclusivo de ocupar a mente.

Não faz sentido perder a esperança.

Não faz sentido deixar de amar.

Não faz sentido não olhar para vc e ignorar o que eu sinto, o que sentimos.Os seus olhos são os mais lindos que existem neste mundo e falam mais do que você. Ontem eu li tristeza no seu olhar. No meu, havia escrito esperança.

A sua presença me dá paz. Me consola. Me dá força, principalmente. Este é o meu sentido.

Este texto pode parecer desconexo, louco, sem sentido ou uma viagem ao centro da Terra. Ele não precisa fazer sentido para todo mundo. Ele tem sentido para quem enxergar além da fonte verdana.

É por isso que o título dele é 'Não sei que título dar'. Porque quem entender dará o seu próprio título.

Escape

Eu queria poder escrever mais e sem correr o risco de me expor em demasia. Internet é o local que, procurando, se acha tudo sobre todo mundo.

Não criei este blog por modismo - parece que hoje em dia todo jornalista precisa ter um blog para opinar, criticar e falar tudo o que ele não pode no veículo em que trabalha.

Também não sou nenhuma metida intelectual que o passatempo maior do mundo é escrever sobre coisas que acontecem todos os dias, com todas as pessoas e que podem nos deixar 'incomodados'. Acho terrível querer ser o dono da verdade.

Isto é uma válvula de escape para o que sinto, penso, quero. Não faço divulgação deste espaço - só os meus amigos mais chegados que sabem o endereço. Nem vim aqui para chorar em cógido fonte.

É só uma válvula.

E estou escrevendo isto porque preciso escrever para me sentir melhor até que esta chuva passe e eu possa ir comprar algo para a dispensa - que está zero.

Feliz Aniversário, 602

Hoje faz um ano que eu consegui ser privilegiada em mais um aspecto da vida: ter um teto próprio. Foi no dia 3 de maio de 2008 que eu me mudei para o apartamento 602, do Residencial Pavônia, no Bessa.

Para os íntimos: meu cantinho, meu lugar. E meu. Como toda boa brasileira, meu ap foi duro para achar - cinco meses de procura - e, obviamente, adquirido por meio de um belo financiamento imobiliário. Além de comemorar um ano de casa própria, também festejo o fato de que só faltam 19 anos para eu terminar de pagá-la!