domingo, 3 de maio de 2009
Escape
Não criei este blog por modismo - parece que hoje em dia todo jornalista precisa ter um blog para opinar, criticar e falar tudo o que ele não pode no veículo em que trabalha.
Também não sou nenhuma metida intelectual que o passatempo maior do mundo é escrever sobre coisas que acontecem todos os dias, com todas as pessoas e que podem nos deixar 'incomodados'. Acho terrível querer ser o dono da verdade.
Isto é uma válvula de escape para o que sinto, penso, quero. Não faço divulgação deste espaço - só os meus amigos mais chegados que sabem o endereço. Nem vim aqui para chorar em cógido fonte.
É só uma válvula.
E estou escrevendo isto porque preciso escrever para me sentir melhor até que esta chuva passe e eu possa ir comprar algo para a dispensa - que está zero.
Feliz Aniversário, 602
Para os íntimos: meu cantinho, meu lugar. E meu. Como toda boa brasileira, meu ap foi duro para achar - cinco meses de procura - e, obviamente, adquirido por meio de um belo financiamento imobiliário. Além de comemorar um ano de casa própria, também festejo o fato de que só faltam 19 anos para eu terminar de pagá-la!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
A Veja e seus pré-julgamentos
E por que obrigação? Quem quer criticar tem que conhecer antes, pelo menos é o que eu acho. A edição desta quarta-feira (29) - já nas bancas desde sábado - traz uma matéria para lá de tendenciosa e que coloca o ministro Joaquim Barbosa (aquele que nos deixou orgulhosos)como o incentivador da discussão que fervilhou no Supremo Tribunal Federal na semana passada.
A matéria - intulada 'O dia de índio de Joaquim Barbosa' (também achei preconceituoso) - mostra o 'destempero' de Barbosa e leva o leitor menos informado a achar que ele foi o culpado por todo o tumulto. Vá lá que naquele dia ele estivesse de mal humor, mas até onde eu sei ele questionou os seus pares por mais informações sobre o caso que estavam julgando, quando foi lembrado por Gilmar Mendes que estava ausente. Detalhe: Joaquim estava de licença médica.
Me questionei da seguinte forma: para votar ele precisava de mais informações, tal como um editor precisa de mais alguns detalhes para decidir qual será a sua manchete. Era tão difícil para Gilmar prestá-las? Ou seria 'demais' um presidente fazer isto?
Bom, cada um com os seus critérios de postura, mas em relação à Veja o texto (bem escrito, sempre) faz julgamentos antecipados, descontrói a imagem de Barbosa e coloca Gilmar muito bem na fita - como vítima.
Mais na frente, ele traça um paralelo entre as biografias dos ministros, mostrando que eles tiveram muito em comum. Só que a revista esqueceu a principal diferença entre os dois: eles vem de meios e cenários completamente diferentes. Têm histórias de vida distintas e, quanto a Barbosa, a história dele tem muito mais com Brasil, já que não é todo filho de pedreiro que chega a ministro do STF, mas com esforço e dedicação, se consegue.
Além do mais, a Veja deixou de lado o fato de que Barbosa foi o responsável por decisões que, na minha humilde avaliação, acenderam a luz de que ainda é possível apostar na Justiça dos homens (porque eu confio na de Deus).
Para nós, paraibanos, foi ele quem conseguiu colocar em pauta um processo de julgamento que já estava perto de prescrever (crime contra a vida: limite - 20 anos) e que envolvia um ex-governador. A história política do Estado tb mudou com uma postura de Joaquim Barbosa.
O máximo que o texto faz é gerar uma expectativa sobre qual será a conduta de Joaquim Barbosa ao julgar o caso do Mensalão. É claro que a revista Veja não fez isto de graça, pois parágrafos acima ela fez questão de lembrar que Barbosa foi nomeado ministro por Lula, que é petista, e associou assim aos petistas que serão julgados por Joaquim Barbosa.
O que a Veja quis com isto? Respondo: Levantar a seguinte questão no imaginário: Será que, sendo nomeado pelo presidente da república, Joaquim terá o mesmo rigor para julgar os colegas petistas de Lula?
Só que a Veja quer mais ver o circo (o plenário, me desculpem) pegar fogo e torce para que Barbosa inocente os envolvidos no mensalão.
Vamos esperar. Mas eu duvido que isto aconteça.
sábado, 25 de abril de 2009
"Você é uma barbie equilibrada e resistente"
Sim, gente! Não pense que estamos lidando com 'carinhos'. É força mesmo. Quase uma sessão de tortura, com direito a correntes elétricas para tonificar e combater a celulite. Quinze minutos com aqueles eletrodos todos contraindo os meus músculos!!
E a fisioterapeuta diz: "Respire, canalize o seu pensamento para a respiração. Você é uma barbie equilibrada e resistente".
Enquanto isso eu sentia as minhas gordurinhas queimando.
Só que eu tou vendo resultado. Bom, me sentido beeeeeeeeeeem melhor eu estou. Faço todas as coisinhas recomendadas pela fisioterapeuta. Agora, tenho que procurar um nutricionista e voltar a malhar (esta é a pior parte!)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Leitura nova em minhas mãos!
Depois colocarei a resenha!
Ah, ando ouvindo muito Chico Buarque. Acho que fui contaminada pelo vírus de Breno. Eu só conhecia o lado político dele, agora estou me aprofundando na sua capacidade de letrista do cotidiano. A experiência está sendo legal.
Fazia tempo que eu não chorava ouvindo uma música e isto voltou a acontecer hoje, com Chico!
Mas, aviso: o primeiro lugar absoluto na minha lista de desejos musical é de Milton e ninguém tasca!
Para mulheres altas, magras e sem peito
Se não fosse pela companhia de Sheylla, eu teria ficado em casa, morgando. E se nós duas não fizéssemos questão de aproveitar o tempo em que estamos juntas, teria sido uma tristeza.
Depois da parada para o café básico (com chocolate e chantily!)e de colocar todas as fofocas em dia, hora de ir ... 'olhar as modas'. Sim, expressão típica de Sheylla para aquela fiscalizada na vitrine sem nenhuma pretensão de gastar, já que olhar não tira pedaço e muito menos influencia no bolso!
Bom, a cada modelo que chamou a atenção também veio a decepção!
Diálogo em frente a uma loja cara:
- Lívia, esse vestido é lindo, mas é para mulheres altas, magras e sem peito.
- Sheylla, definitivamente não é o nosso caso
Mais um diálogo em loja de departamento:
-Sheylla, que vestido lindo. Tá super colorido.
-É Lívia, mas só fica bom em mulheres altas, magras e sem peito. Ou seja: não dá para nós duas!
Outra loja de departamento:
- Adorei esta calça e está no precinho!
- É Sheylla, mas esse modelo aí é para pessoas sem barriga, sem peito e sem bunda.
- POr que não fazem roupas para pessoas normais, como nós?
É por isso que eu sofro tanto para achar algo que preste em mim!
domingo, 19 de abril de 2009
Não tenho vergonha de rezar
Sou católica, praticante e daquele time que não concorda com algumas posturas da Igreja. Para mim, o fato de eu poder questionar é o que me faz me sentir mais confortável em relação à religião, pois não irei ser excluída pelo simples fato de pensar diferente.
Digo isto porque muitas coisas que hoje são criticadas pela doutrina eu costumo defender por uma única e exclusiva motivação: respeito ao que é diferente.
Só que o meu pensamento um pouco avançado (talvez nem tanto, mas... vá entender) não me impede de rezar ou de estar em plena conexão com Deus.
Não tenho vergonha de rezar. Nem um pouco. Não se assuste se vc me pegar fazendo o ‘sinal da cruz’ ou dizendo ‘Jesus, tende piedade de mim’. Peço a Deus sabedoria o dia inteiro, independente da situação. Acordo e rezo. Ultimamente, só durmo depois que rezar.
Sabe o que eu descobri: rezar só faz bem.
Agora, peço a Deus que me dê apenas força.