domingo, 19 de abril de 2009

Saudades de alguns textos I

O meu lado 'crítica cultural' nunca foi muito aguçado e nem muito bem explorado. Acredito que gosto é algo muito particular (para não usar uma frase bem normal lá no meu interior...) e, além disso, quem sou eu para detonar ou elevar o trabalho alheio. Se é ruim, eu prefiro dizer para mim e pronto.

Só que em 2005, escrevi um texto sobre Black, música do Pearl Jam e a minha preferida. Este texto estava no meu blog antigo, que eu perdi a senha e, por isso, foi detonado. Deu saudades dele porque eu escrevi algo que eu realmente entendia: desta música e de todos os significados que ela tem para mim.

O texto foi publicado no meu antigo blog, que eu perdi a senha e não posso mais fazer nada por ele. Só que, por sorte, eu ainda consegui achar o texto pesquisando no Google (Bendito seja!). Bom, aí vai um dos meus orgulhos!

Thursday, November 24, 2005

Os sentidos de Black


Não adianta negar que Black (Pearl Jam, Ten, 1991) é uma música para lá de batida. Batida porque tocou (e toca) demais, porque caiu no gosto de praticamente todo mundo e principalmente porque quando se pensa em Pearl Jam se lembra de Black.

Mas existe algo capaz de destruir a aura de música feita para qualquer pessoa ouvir. O próprio Eddie Vedder, líder e vocalista da banda, já chegou a admitir que Black era a música mais forte e mais cheia de significado que o Pearl Jam já havia produzido.

A música foi composta por Stone Gossard e Jeff Ament, respectivamente guitarrista base e baixista do PJ. Ed não pensava ainda em ser o vocal o PJ quando ela foi composta. Stone e Jeff criaram a melodia, gravaram em uma fita cassete e entregaram para Vedder, que escreveu a letra em cima de todo a expressividade das bases da guitarra e do baixo. O resultado: o Pearl Jam estava formado.

Black foi escolhida para ser a faixa cinco do CD Ten, o primeiro do PJ. Ela seria uma espécie de balada para acalmar o disco, depois de tantas guitarras em Once, Even Flow, Alive e Why Go. A verdade é que Black é praticamente um hino oficial, que já experimentou muitas versões.

Gravada em estúdio, Black em “Ten”, apesar de ser a balada, é forte, intensa e muito introspectiva. Eddie se sobressai.

No acústico gravado em 1992 pela MTV americana, todas as guitarras foram substituídas por dois violões. Stone e Mike não deixam que ao clima acústico diminua a pegada intensa de Black. A música começa lenta, tranqüila, mas parece que encontra o seu lugar. É nesta versão que se percebe como o vocal de Ed e os instrumentos estão perfeitamente casados. Vedder acompanha a intensidade das notas e das passagens da música. E celebra o grande final como “we belong together”.

A versão gravada em show em Londres, em maio de 2000, é completamente triste. Dá para perceber o solo da guitarra menos intenso e até mesmo mais discreto. Em alguns momentos, parece que perdeu a força e se torna uma melodia simplesmente triste. A música toda é menos intensa.

No show gravado no Japão em setembro de 2003, o PJ surpreendeu todos os seus fãs ao tocar Black. Enquanto todos esperavam mais um solo magistral de Mike e bases firmes de Stone, a música ganhou de presente um piano, tocado por Paul Gessinger. Há quem diga que esta deveria ser a versão oficial da música, que teria, finalmente, encontrado sua identidade.

O piano de Gessinger está presente em toda a música. Não há um momento especial para ele. Nada disso. Todos os instrumentos estão em perfeita harmonia. Eddie diminuiu o vocal. Está mais suave e lembra até um acalento. O detalhe: o final da música é marcado por uma verdadeira conversa entre piano e guitarra.

Em 1996, em Barcelona, Eddie cativou o público quando criou mais uma estrofe para Black. Como não bastasse, deixou que Mike e Stone tocassem os solos mais bonitos feitos para Black. São dois minutos só de guitarras.

“ I don´t think
Think people don´t understand
Oh, they don´t understand
No one understand
We belong together”


No acústico gravado em 2003, cd que circulou com o nome de Live at Benaroya Hall, o PJ gravou sua versão de Black mais tranqüila. O detalhe, dessa vez, ficou para o público, que cantou o trecho mais cantado de Black

I know someday you'll have a beautiful life,

I know you'll be the star,
In somebody else's sky,
but why
Why, why can't it be,
oh can't it be mine...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Parabéns, mãe!

Hoje é o aniversário da minha linda mamãe. Com ela, aprendi que devemos buscar a felicidade todos os dias, independente de qualquer coisa.

Os conselhos que ela me dá me rejuvenescem e me fazem crer mais na vida e nas pessoas. Hoje pela manhã, liguei para dar os parabéns e ela me gradeceu pelos presentes que eu havia mandado. Estava orgulhosa de mim só porque consegui acertar em cheio.

Mamãe é o meu porto seguro. A vida fica mais leve porque eu sei que ela existe e que posso ouvir sua voz sempre - basta um pequeno interurbano. A presença dela em mim não precisa de espaço físico.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

'Você é uma barbie"

Nunca tinha pisado num consultório de estética até hoje (quarta-feira, 15). No meu processo de incentivo à minha autoestima, lá fui eu em busca de um plano de tratamento com drenagem linfática.

Confesso que estou empolgadíssima, após a primeira sessão. A fisioterapeuta é muito boa e mostrou competência para lidar com as minhas gordurinhas localizadas. Além disso, ela conseguiu esticar o meu pescoço - coisa nunca antes imaginada por uma pessoa com hérnia de disco na coluna cervical (frutos de páginas e mais páginas editadas nas noites adentro!)

Me deu conselhos, me avaliou e disse em alto e bom som: 'a partir de hoje você é uma barbie. Na próxima sessão, vou te entregar os dez mandamentos da barbie".

Entrei em estado de choque. Tenho medo do que seja: uma lista de cuidados ou um verdadeiro incentivo à futilidade.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Na condição de avaliadora...

Decidir não é uma coisa fácil, principalmente quando a escolha vai repercutir em muita gente.

Ultimamente este é o meu verbo cotidiano. O meu pensamento avalia e decide o dia todo. E é preciso ser rápido. Não dá para demorar muito não.

Passagem

Sim, gente. Este é o sentido da Páscoa, apesar de todo apelo comercial e propagandístico em favor do chocolate!

Pela primeira vez, eu pensei nisto e vi que é necessário mudar. Isto não significia abandonar tudo o que você acreditou até agora (no meu caso, até os meus 28 anos de história!), mas em aprimorar o que existe em você.

Mudar não significa ceder ou se anular. Significa evoluir.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Nova e velha ortografia

Pirralho solto na casa de vó significa vontade de aprontar. Pois bem. Tinha esta vontade a cada 15 minutos.

Só que depois aprendi a ler, eu passei a futucar os livros da casa de vovó e não mais a destruir as plantinhas do jardim.

Me lembro bem: eu peguei um livro que tinha novo escrito nôvo. Aí eu pensei:
Que coisa mais antiga. Não tou afim de desamprender nada não.
Resultado: livro largado.

Hoje, lendo a biografia de David Nasser (Cobras Criadas, de Luiz Maklouf de Carvalho), vejo 'idéia' sem o lindo acento (Para mim, foi um choque -logo eu que me orgulhava de saber acentuar!).

A sensação de que uma fase passou e de muita coisa está mudando foi grande. Lembrei da cena do 'nôvo' imediatamente e fiquei impressionada como ela estava tão viva na minha memória. Na mesma hora o peso da idade falou mais alto.

O dia antes

Dia de viajar para Caicó é sempre uma luta. O dia começa muito cedo - pois nunca consigo uma passagem na Viação Guanabara antes das sete horas da manhã.

A de amanhã, por exemplo, está marcada para as sete horas cravadas. Já perdi duas viagens porque o meu despertador não cumpriu com a função dele: me acordar. Aliás, acordar, para mim, é algo dificílimo.

O que eu acho interessante é que o dia anterior à viagem é muito corrido. Sempre. Não venha me dizer que 'é porque você deixa tudo para a última hora' - eu não sofro deste mal. Sou organizadíssima.

Prefiro acreditar nas forças cósmicas, que trabalham sempre em comum acordo com a Lei de Murphy. Hoje o dia está um carrego só. São pedidos e mais pedidos, aprovações e desaprovações, conselhos e escutas.

Mas como precisamos ter algo de bom em cada dia da vida, fui almoçar com duas grandes amigas e ter o carinho delas. O abraço de Narjara e a companhia de Camila, vocês não têm noção disso, são coisas riquíssimas. Com esta duplinha eu tive grande parte dos melhores momentos da minha vida.

Hoje o dia vai ser longo e vai entrar pela noite no trabalho. Quando chegar em casa, ainda tenho q arrumar as malas. Vai sobrar pouco tempo para dormir.